Campanha contra a clandestinidade é lançada em Brasília

O intuito é alertar a população sobre os perigos da contratação de empresas de segurança privada que não possuem autorização da Polícia Federal para funcionamento 

Nesta quarta-feira, 24, a Polícia Federal em parceria com a Fundação Brasileira de Ciências Policiais (FBCP) e apoio da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), lançou a “Campanha Nacional de Prevenção e Combate à Segurança Clandestina”.

A campanha tem o intuito de alertar a população sobre os perigos da contratação de empresas de segurança privada que não possuem autorização de funcionamento da Polícia Federal.

“A ação vem para chamar a atenção da sociedade sobre os riscos e reforçar o trabalho de fiscalização já desenvolvido pela Polícia Federal”, destaca Jeferson Furlan Nazário presidente da Fenavist.

Durante o lançamento da campanha, além de palestras relacionadas ao segmento da segurança privada, foi distribuída também, a cartilha “Como Contratar Segurança Privada Legal e Qualificada”, que tem o intuito de instruir de maneira clara quais critérios levar em conta ao contratar uma empresa de segurança. Além disso, a publicação apresenta quais riscos o contratante está sujeito ao optar por uma empresa clandestina.

A presença de pessoas inabilitadas e com antecedentes criminais no interior da empresa, estabelecimento ou domicílio privado tendo acesso a informações da rotina, dos bens e valores e a presença de armas e munições de origem irregular, são apenas alguns exemplos apresentados na publicação. A versão online está disponível no endereço eletrônico www.fenavist.com.br.

Ainda de acordo com o presidente da Fenavist, “a ação integrada da Polícia Federal, FBCP e Fenavist para o lançamento da campanha visam também o fortalecimento do setor de segurança privada”, destaca.

Para o lançamento estiveram presentes diversas autoridades como o diretor geral do Departamento de Polícia Federal, Sr. Leandro Daiello Coimbra; o diretor executivo do Departamento de Polícia Federal, Sr. Rogério Augusto Viana Galloro; diretor da Academia de Polícia Federal, Sr. José Rita Martins Lara; a coordenadora geral de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, Srª Silvana Helena Vieira Borges; deputado federal Major Olímpio (PDT/SP), entre outros.

Clandestinidade

Atualmente, o segmento de segurança privada tem seu crescimento prejudicado devido à atuação de empresas clandestinas que invadem o mercado causando a chamada ‘concorrência predatória’.

“Além de sonegar impostos e direitos trabalhistas, nas licitações, as empresas clandestinas cobram um valor muito abaixo do mercado prejudicando as empresas regulares e colocando em risco a vida ou o empreendimento do contratante que não tem garantias de que o profissional contratado possui capacitação e bons antecedentes”, ressalta Jeferson Furlan Nazário, presidente da Fenavist.

Legislação

De acordo com a lei 7.102/83, que regulamenta o setor da segurança privada, apenas empresas autorizadas pela Polícia Federal podem comercializar serviços de segurança privada.

Além disso, os profissionais – vigilantes – devem realizar o curso de formação de vigilantes em escola autorizada pela Polícia Federal e possuir cadastro na instituição.

Sobre a Fenavist - A Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores, Fenavist, é uma entidade sindical patronal criada para representar os interesses do segmento de segurança privada brasileiro. Com sede em Brasília, a Federação agrega sindicatos nas 27 unidades federativas do país, e associações que representam cerca de 2.500 empresas, responsáveis pela geração de mais de 700 mil empregos diretos. A Fenavist tem jurisdição nacional sendo também filiada à Confederação Nacional do Comércio – CNC. Em parceria com os sindicatos, a Fenavist tem o compromisso de representar os empresários de segurança de forma ampla e transparente, com o objetivo de unir a comunidade de segurança privada no Brasil, prestando serviços e promovendo modernização e crescimento para a atividade.

Fonte: Redação.
TAG