Ações sobre sustentabilidade marcam o fim de semana em Brasília

Virada do Cerrado promoveu de sexta-feira a domingo 120 atividades em várias regiões do Distrito Federal


Com a presença de milhares de pessoas em 120 atividades, a Virada do Cerrado — Cidadania e Sustentabilidade promoveu de sexta-feira (11) a domingo (13) o maior ciclo de debates e ações em prol do desenvolvimento sustentável que Brasília já viu. “Para uma primeira vez, foi um sucesso”, analisa a subsecretária de Educação e Mobilização Socioambiental, da Secretaria do Meio Ambiente, Gabriela Barbosa Batista. “As pessoas vieram conhecer mais sobre o tema e mostramos como fazer eventos sem agredir o meio ambiente.”

O Complexo Cultural da Fundação Nacional de Artes (Funarte), perto da Torre de TV, foi um dos principais palcos da Virada do Cerrado. No local, as pessoas puderam participar de oficinas, palestras, atividades lúdicas, rodas de conversa e shows, além de aproveitar para fazer compras de produtos artesanais e comer em food trucks com alimentos naturais.

Entre os participantes, o Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente (Ipoema), organização não governamental (ONG) que executa, desde fevereiro de 2014, o projeto Águas do Cerrado — O Futuro em Nossas Mãos. Com 10 anos de existência, a entidade montou o Espaço Águas do Cerrado, em uma tenda geodésica — estrutura com formato de metade de uma esfera que, por aplicação geométrica, pode ter diversos tamanhos — de 300 metros quadrados feita com bambu. Na estrutura, e em outra menor ao lado, são promovidas atividades que, segundo a coordenadora do espaço, Julia Tolentino, já atraíram mais de 2 mil pessoas nos três dias de evento.

“O Cerrado é um dos biomas menos favorecidos e, ao mesmo tempo, nosso maior produtor de águas”, disse Julia, frisando a importância da Virada e do trabalho da ONG. Junto com os membros do Ipoema, vários estudantes de escolas públicas de Brasília, que já participaram de atividades da instituição, ministram oficinas para os visitantes. “Depois de aprender sobre o meio ambiente, eles transformam as próprias realidades”, comemora a coordenadora do Espaço Águas do Cerrado.

Corrida e sustentabilidade
Cerca de 2 mil pessoas correram na quinta etapa do Circuito de Corrida de Rua de Brasília, parte da programação da Virada do Cerrado. Nem a chuva que acordou a cidade neste domingo tirou a vontade dos participantes, divididos entre as provas de 5 e 10 quilômetros. Com largada e chegada em frente à Funarte, a competição foi promovida pelas Secretarias do Esporte e Lazer e do Meio Ambiente.

Primeiro a chegar entre os competidores de 5 quilômetros, o militar Emerson Hartmann ficou satisfeito com o resultado da prova. “Corro há 20 anos, desde que entrei no Exército. Fiquei um pouco acima do esperado”, comemorou o professor do Colégio Militar de Brasília. Hartmann elogiou bastante a organização do evento, que foi gratuito.

Após as provas, os três primeiros colocados na prova de 10 quilômetros receberam troféus, entregues pelo secretário do Meio Ambiente, André Lima. Quanto aos participantes do circuito menor, todos ganharam medalhas. Quem quiser confirmar o tempo em que cumpriu o percurso, ele estará disponível até terça-feira (15) no site da Secretaria do Esporte e Lazer, segundo a organização.

A prova deste domingo foi a quinta do Circuito de Corrida de Rua de Brasília. Antes dela, no feriado da Independência, em 7 de setembro, teve etapa em Santa Maria; em 16 de agosto, em São Sebastião; a segunda foi em 31 de maio, em parceria com a Polícia Militar, no Plano Piloto; e a primeira foi promovida no aniversário de 55 anos da cidade, em 21 de abril.

Mobilização
Até as 22 horas deste domingo, ocorre em várias regiões administrativas a Virada do Cerrado. Resultado do trabalho colaborativo de órgãos dos governos federal e de Brasília com organizações da sociedade civil, o evento integra a Semana do Cerrado, instituída pela Lei nº 4.939, de 2012, e comemora o Dia Nacional do Cerrado, em 11 de setembro.
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