CEB alerta população sobre perigos da rede elétrica

Em 2015, 80% dos acidentes com fiações resultaram em morte. Período chuvoso pode aumentar a incidência de cabos partidos

Ventos e raios durante o período chuvoso podem aumentar o número de cabos partidos da rede elétrica. Por isso, a população deve tomar cuidados e não se aproximar de fiações. O alerta e a recomendação vêm do engenheiro de segurança da Companhia Energética de Brasília (CEB) Stefanos Nicolaidis. Mas a atenção, ressalta o profissional, deve ser constante, inclusive, na época da seca.

Neste ano, durante o réveillon, um acidente resultou na morte de um morador do Guará que havia encostado o bastão de selfie em fios de rede elétrica. Em 2015, das cinco ocorrências registradas pela CEB em Brasília, quatro também foram fatais. Desde 2009, a companhia soma 57 acidentes, que provocaram a morte de 34 pessoas — 59,64%.

Causas
Também engenheiro de segurança da companhia, José Cézar Nonato explica que as principais causas de acidente são o contato de vergalhões (barras de metal compridas e relativamente grossas) e de outros objetos metálicos com a rede. "Ao manuseá-los perto dela, ocorre a descarga elétrica direto na pessoa".

Entre outros casos comuns constam colocação de andaimes próximo às redes, construções irregulares para apoiar antenas transmissoras de sinais para televisão, podas de árvores sem o devido acompanhamento técnico e ligações clandestinas de energia. Segundo Nonato, esses motivos repetem-se no restante do País, onde ainda há situações com máquinas agrícolas que encostam em fiações.

O engenheiro frisa que se deve manter distância segura da rede elétrica. De acordo com ele, existem recomendações específicas conforme a voltagem. Para saber qual é o espaço mínimo necessário, deve-se entrar em contato com a CEB.

Cartilha
De acordo com a companhia, acidentes são raros, porém, quando ocorrem, comumente levam a óbitos ou lesões, como queimaduras graves. O engenheiro Nonato conta que algumas queimaduras já foram responsáveis por perdas de membros. Para zerar as estatísticas, a CEB aposta na divulgação de cuidados. Além disso, incentiva o contato com a central, pelo telefone 116, para obter orientação técnica e proteção temporária da rede.

"Quem deve mexer na rede elétrica é o funcionário da CEB", destaca Nonato. "Para podar uma árvore, por exemplo, deve-se entrar em contato para que desliguemos a rede durante o corte."

Para orientar a população sobre os riscos, a companhia produziu uma cartilha com tiragem de 100 mil exemplares. A publicação pode ser encontrada nas agências de atendimento da CEB e nas unidades do Na Hora e é voltada especialmente a profissionais da construção civil e a moradores que vão erguer imóveis próximos às redes. A produção e a distribuição do informativo custaram R$ 14,8 mil.
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