ARTIGO: Energia e apagões

*Divulgado em dezembro de 2015, o Plano Decenal de Expansão de Energia do Ministério de Minas e Energia apontou que o investimento necessário para suprir a demanda energética do país será da ordem de R$ 1,2 trilhão, dos quais 22,6% correspondem à oferta de energia elétrica
Muito tem sido feito para evitar situações complicadas como o racionamento ocorrido há 13 anos. Mas, em 2012, por exemplo, um problema na subestação de Furnas provocou a falta de luz em quase toda a capital federal.

Para os condomínios, ficar sem luz é bastante complicado. Além do risco de acidentes com os moradores, as dependências ficam mais vulneráveis a assaltos. Por isso, caso ocorra um blecaute, é fundamental que o síndico tome as rédeas e contorne a situação de forma segura e eficiente. 

Especialistas são unânimes: o portão de ingresso de veículos é o ponto mais vulnerável a invasões durante apagões. A atenção deve ser redobrada em Condomínios de grande porte, que possuem vários blocos, maior número de apartamentos e tráfego quase ininterrupto de veículos. 

O Técnico em Eletrônica, Emerson F. Tormann, orienta iluminar essa área com luz de emergência potente e com autonomia maior do que o tempo previsto para o apagão. Se possível adquirir gerador para manter o ponto de luz e/ou o funcionamento automático do portão. Uma medida segura é deslocar pelo menos um funcionário, que deve dispor de uma boa lanterna, para permanecer próximo ao portão durante todo o período do apagão. Ele deve reconhecer os veículos e moradores que ingressarem, garantindo que ninguém transponha o portão após a passagem do veículo.

Os portões de entrada de pedestres também são muito vulneráveis. Moradores e porteiros têm que ficar atentos ao fluxo de entrada e saída de pessoas, impedindo que desconhecidos entrem sem autorização. Nos prédios cuja abertura de portão é automática, o gerador ou o nobreak senoide permite a continuidade do acionamento. Esses equipamentos permitem também manter o sistema de comunicação interna (interfones) e o circuito fechado de TV funcionando. Em qualquer situação, a existência de um ponto de luz forte perto dos portões é condição básica para o trabalho de porteiros e auxiliares.

A potência dos geradores varia de 1, 2 ou 3 kVA até 400 kVA ou mais. Os mais possantes, que permitem o uso de elevadores, por exemplo, custam a partir de R$ 12 mil ou são alugados por algo em torno de R$ 1 mil mensais. Os menores, de 3 a 5 kVA, têm preços variados - entre R$ 4 mil e R$ 8 mil - e permitem o uso da iluminação da portaria, dos portões de ingresso (pedestre e veículos), da mesa de interfones, das luzes nas escadas, etc.. A instalação depende de mão de obra qualificada para conectar o gerador aos circuitos que vai alimentar. É importante pedir referências precisas do profissional que vai fazer a instalação.

Nos elevadores, a reação de alguns passageiros presos na cabine durante uma queda de energia é responsável pela esmagadora maioria dos acidentes, inclusive os fatais. O motivo mais comum é a tentativa do passageiro de sair por conta própria ou com o auxílio de pessoas não gabaritadas. Salvo nos casos (pouco comuns) em que haja gerador com potência suficiente para suportar o funcionamento de um ou mais elevadores, eles devem ser interditados.

Nas escadas e nos Corredores, embora o trânsito de moradores não seja recomendável durante a falta de luz, nem sempre é possível evitá-lo. Emergências médicas, acidentes domésticos provocados por velas acesas, o número de imprevistos cresce no escuro. Além de obrigatória, de acordo com a Lei n° 2.917, de 29 de outubro de 1999, a instalação de luz de emergência é indispensável.

“É recomendável que se faça a manutenção preventiva da rede elétrica do condomínio, seguindo uma planilha de vistoria anual prevista na lei” – orienta Emerson Tormann (CREA 13.433/TD-DF)* aos leitores de o Correio do Síndico.

*Emerson F. Tormann é especialista em Tecnologia da Informação e está como presidente da ASSOSÍNDICOS-DF. Mais informações pelos fone: (61)9993-9155 ou email: etormann@gmail.com
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