Em área disputada por carros, prédio no sudoeste tem 153 vagas sem uso

Um andar inteiro de estacionamento no Centro Clínico Sul está vazio. Empresários e clientes reclamam do desperdício, mas construtora se nega a abrir o lugar

Quem dirige pela região central de Brasília sabe que não é fácil achar uma vaga para estacionar. Em frente ao Centro Clínico Sudoeste, que reúne 90 consultórios médicos diversos, pessoas chegam a brigar por um espaço para colocar o carro. Mal sabem elas que há um andar inteiro de estacionamento inutilizado no prédio. O aparente desperdício é motivo de briga constante entre os empresários e a construtora que ergueu o edifício, dona do espaço.

“Ao todo, são 153 vagas que geram apenas gastos para o condomínio”, conta o síndico do prédio, Marcelo Sicoli. Segundo ele, há anos, a administração tenta colocar o estacionamento para funcionar. “O centro foi inaugurado em 2003, mas aquela área ficou sem uso, juntando entulho e lixo. Os condôminos pediram então que a construtora fizesse algo. Em 2010, realizaram obras e demarcaram as vagas. Mas não deixaram ninguém usar”.

A falta de estacionamento gera dor de cabeça para empresários, clientes e até mesmo para moradores de quadras residenciais próximas, que têm de dividir espaço com os usuários do centro clínico. “Já aconteceu de pacientes desistirem de vir aqui e buscarem outro local por causa da dificuldade de estacionar. Sem contar que, na época de chuva, eles têm de enfrentar a água só para entrar aqui”, relata João Venâncio, dono de uma clínica no local.

Os usuários do prédio também reclamam. “Frequento aqui pelo menos duas vezes por mês e sempre me estresso para achar vaga. Normalmente, tenho que usar o estacionamento pago”, conta a estudante Maria Luísa Vasconcelos.

Estacionamento público em frente ao prédio está sempre lotado

Briga judicial
O síndico do Centro Clínico Sudoeste alega que a Vecon, empresa que construiu o prédio e dona do estacionamento vazio, foi notificada diversas vezes do problema, sem solução. “Já acionamos a Justiça. A dívida deles, entre taxas de condomínio atrasadas e prejuízos diversos, chega a R$ 4 milhões”, afirma Sicoli. Segundo ele, a companhia ainda paga IPTU referente a apenas cinco vagas no local e o espaço seria condizente com um terço da área total do edifício.

A reportagem do Metrópoles entrou em contato com a Vecon para esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

FONTE: Portal Metrópoles.
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