Brasilienses investem cada vez mais em tecnologias de segurança residencial

Insegurança dos moradores impulsiona mercado tecnológico de segurança

A falta de segurança em Brasília, motivo de medo e desconforto para a maioria dos moradores da cidade, tem sido proveitosa para um certo grupo, o das empresas de equipamentos de segurança. Nos últimos tempos, com o aumento do número de assaltos a residências e estabelecimentos comerciais, a população tem procurado cada vez mais alternativas de segurança confiáveis. E a tecnologia vem trazer um diferencial, com sistemas cada vez mais inovadores. São sistemas de monitoramento, biometria, sensores a lazer capazes de detectar até mesmo insetos e câmeras que podem ser acessadas pelo celular a qualquer distância.

Morador do bairro Sudoeste, Fernando Gomes Fernandes decidiu que o prédio em que reside e do qual é síndico precisava de um sistema de segurança mais moderno. Mesmo percebendo que mora em uma região relativamente pacata, seu condomínio investiu no sistema de segurança biométrico, que usa a identificação das digitais, além de várias câmeras espalhadas por todas as áreas comuns. Para a implantação do sistema biométrico foi feito um investimento de aproximadamente quinze mil reais, gasto que pode ser considerado alto, mas que se justifica pelos benefícios. “Na garagem usamos controle remoto, mas eu pretendo implantar futuramente algo mais moderno”, explica Fernando.

Mas a biometria, um dos sistemas de segurança que tem sido utilizado em larga escala, não é visto com bons olhos por todos. Para Marcelo Mundim Pena Júnior, proprietário da Cemig, o sistema biométrico não é uma alternativa viável. “Ele é muito falho, porque depois de algum tempo usando ele fica engordurado. Então ele não funciona direito, dá muito problema e precisa de muita manutenção. Prefiro usar o cartão de aproximação”, explica Júnior. Ele enumera várias alternativas de equipamentos de segurança, grande parte usando tecnologia de ponta, como por exemplo a câmera speed dome, que dá um zoom de até 23 quilômetros. “Em residências a gente coloca mais barreiras. Bota uma barreira de cada lado e quando a pessoa passa tem um feixe de lazer que dispara o alarme”, complementa.

Insegurança com dias contados
A aposentada Lázara Oliveira percebeu que na região onde mora a onda de assaltos a residências e arrombamentos de carros provocou uma mudança. A maioria das casas passou a utilizar cercas elétricas e sistemas de alarme. Sem utilizar nenhum sistema de segurança sofisticado, ela planeja adotar essas novas medidas. “Pretendo colocar um sistema de alarme e câmeras interligadas a internet. De onde eu estiver eu vejo tudo o que está acontecendo”, diz ela.

Mas é necessário cautela na hora de escolher o sistema de segurança para sua casa. Existem em Brasília inúmeras empresas que apenas instalam alarmes. Segundo Júnior, os melhores sistemas de segurança são aqueles com circuito fechado e ligados a uma central. Para ele é importante conhecer de perto o serviço contratado. “É sempre bom fazer uma visita, ir lá conhecer a central de monitoramento, o operacional.” Ele ainda cita quais sistemas de segurança são mais adequados para alguns tipos de residência : “Em casas eu recomendo alarme e CFTV.Para condomínios grandes, prédios, o CFTV e o cartão de aproximação em lugar da biometria.”

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    Paulo Melo

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