Automação de portarias controla prédio de condomínios à distância

Tendência já seguida nos grandes centros, a automação de portarias de condomínios ganha espaço também em Brasília. O sistema agrega tecnologia, funcionalidade e gestão de segurança mais eficiente, permitindo o monitoramento e controle de acesso de pessoas aos prédios com até 80 apartamentos, além de gerar economia com mão de obra na proporção de 50% a 60%

No entanto, essa característica do mecanismo não produz impacto no que se refere à empregabilidade, conforme executivos do setor. Ao contrário: os porteiros que trabalham em edifícios são treinados para atuar na base operacional, sem perigo de ficarem expostos à ação de criminosos. Além disso, ficam protegidos na base e monitorados pelo supervisor.

O drone é empregado na fase inicial do projeto.

Na cidade, os irmãos Elton e Rodrigo Messias, do Grupo Proteq Segurança Patrimonial, trabalham com o dispositivo ao qual agregaram o uso de um drone. O chamado aviãozinho que capta imagens é utilizado para fazer, num primeiro momento, a varredura das instalações e, dessa forma, subsidiar as ações de prevenção de ocorrências dentro do empreendimento.

A partir disso, o sistema controla o prédio à distância 24 horas por dia, utilizando câmeras. As imagens gravadas são enviadas à central de monitoramento, onde profissionais acompanham a movimentação do local.

Elton diz que a portaria remota funciona por meio de uma linha de dados que conecta toda a guarita à Central de Monitoramento. Ainda nesse processo, os condôminos são cadastrados com fotos, identificação biométrica (esta ainda em fase de implantação) e também recebem um controle remoto anticlonagem para acesso com veículos.

Além disso, os registros de acesso com áudio e vídeo são cadastrados e arquivados em relatórios completos, o que permite que os que moram na unidade a monitorem e a seus filhos pela internet ou por aplicativos de celular, por exemplo. Tudo funciona como em uma guarita presencial: desde o som do interfone, interação com porteiro e forma de comunicação quando o visitante informa seu nome, apartamento onde vai, números de documento para cadastro e espera a confirmação do morador.

Segundo Messias, o monitoramento remoto é mais seguro e eficiente porque funciona a partir de câmeras que repassam o processo em tempo real. O recurso permite ainda, quando das situações emergenciais, que os moradores acionem o alarme de pânico, um botão que sinaliza o problema para a Central de Monitoramento.

Imediatamente, os operadores entram em contato com o síndico, a polícia e as pessoas relacionadas na ficha cadastral do próprio condômino para solucionar a situação de modo rápido e eficiente.

Rodrigo e Elton trabalham para instalar o sistema em mais condomínios, o que deve acontecer nas próximas semanas. Sob a condição de não ter o nome e a imagem revelados, o síndico de um condomínio localizado no centro de Sorocaba contou que estuda adotar o mecanismo.

Segundo ele, na região existem muitos prédios antigos e, por isso mesmo, ainda desprovidos de automação. O síndico denunciou, ainda, a ação de uma gangue de pichadores que têm conseguido burlar interfones e arrombar portas de apartamentos para a prática de furtos.

"Aqui mesmo no nosso prédio isso aconteceu umas três vezes. Estamos cuidando para implantar o mecanismo que nos foi mostrado e vamos consultar os condôminos. É uma necessidade. Hoje em dia, a violência está muito grande e precisamos tomar todos os cuidados possíveis", afirmou.
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Paulo Melo

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